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Como importar uma planilha de leads de consignado para o WhatsApp sem perder dado?

4 min de leitura

A base de um correspondente chega como planilha: milhares de linhas, dezenas de colunas, dois ou três telefones por pessoa, CPF, matrícula, margem. Importar isso para um CRM de WhatsApp parece uma tarefa de dez minutos e costuma terminar em contatos duplicados, números que não recebem nada e dados que sumiram. Os cinco problemas abaixo respondem por quase todos os casos.

1. O ponto zero do Excel

O telefone 71983556999 sai de uma leitura de Excel como 71983556999.0. Quem tira tudo que não é dígito dessa célula obtém 719835569990: doze dígitos, que passam em qualquer validação de tamanho e não chegam em ninguém. Numa importação medida, 253 contatos nasceram assim. A regra é converter a célula numérica para inteiro antes de virar texto.

2. O DDD numa coluna e o número noutra

Muitas bases trazem o DDD separado. Um importador que procura telefone só nas colunas de nome parecido com telefone lê o número sem DDD, e a base inteira é descartada como inválida. O que resolve é parear a coluna de DDD com a do número que vem ao lado, e não tratar as duas como telefones diferentes.

3. O CPF que vira telefone

Numa planilha sem cabeçalho, uma coluna de CPF tem onze dígitos, o mesmo tamanho de um celular com DDD. Sem o cabeçalho, ela entra como segundo telefone, e a base dobra com números que não existem.

O sinal para desconfiar é a coluna que nunca é telefone: o CPF tem os dois dígitos verificadores e o telefone não, e o número do benefício também tem tamanho de telefone e entra como telefone quando o cabeçalho é reconhecido por engano. A coluna precisa ser reconhecida pelo conteúdo, e não só pelo nome.

4. O nono dígito

O mesmo celular vem como doze dígitos numa base e treze noutra, e vira duas conversas. A normalização precisa acontecer na porta de entrada, para a resposta do cliente cair na conversa que já existe. O guia sobre o nono dígito mostra a regra que resolve, com as três condições.

5. As colunas que ninguém mapeou

A matrícula, a margem e o valor do limite são o que a venda usa depois. Um importador que só guarda nome e telefone descarta o que o cliente trouxe. O padrão certo é guardar toda coluna não mapeada no cadastro, e deixar de fora só o que não deve circular, como colunas de senha.

Reimportar sem dobrar

SituaçãoO que o importador precisa fazer
A mesma lista entra duas vezesReconhecer o telefone como chave e atualizar em vez de repetir
A planilha tem 18 mil linhasImportar em levas, sem parar numa delas por causa de um freio de importações por minuto
Parte da lista já é clienteAplicar etiquetas também a quem já estava na base
A célula de valor traz uma anotação como 300/300Recusar o que não é dinheiro e guardar o texto cru, em vez de ler como R$ 300.300

O que se quer, no fim, é uma base em que cada pessoa aparece uma vez, com o telefone certo, a etiqueta da lista de onde veio e a matrícula no lugar. O guia do CRM para correspondente bancário segue de onde esta página termina: o disparo e o funil.